O poder das CORES

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O poder das CORES


Utilização da cor


O impacto que a cor já traz implícito em si, de eficácia indiscutível, não pode, entretanto, ser analisado arbitrariamente pela mera sensação estética. Ele está intimamente ligado ao uso que se fará do elemento cor.


Essa utilização está em relação direta com as exigências do campo que explora, seja nas áreas da Educação, Prevenção de Acidentes, Decoração, Medicina, Comunicação, Produção, Moda, Arte, Trânsito e tantas outras.


Cada um desses campos utiliza uma linguagem específica que explicita seus pontos de vista e por meio da qual procura atingir os objetivos propostos. Isto torna o estudo da cor uma necessidade dentro dos cursos que se voltam à comunicação e à comunicação visual, principalmente ao compreendermos que as pesquisas neste setor se apoiam nos fundamentos científicos da Fisiologia, Psicologia, Sociologia, Semiótica e das Artes.


Neste trabalho, pretendemos analisar a cor apenas em função da comunicação, focalizando as leis que regem o seu domínio, para que ela se torne um instrumento eficaz e consequente nas mãos dos que a manejam.


Consideremos as amplas possibilidades que a cor oferece. Seu potencial tem, em primeiro lugar, a capacidade de liberar as reservas da imaginação criativa do homem. Ela age não só sobre quem fruirá imagem, mas também sobre que a constrói.


Imagem: Shutterstock


Sobre o indivíduo que recebe a comunicação visual, a cor exerce uma ação tríplice: a de impressionar, a de expressar e a de construir. A cor é vista: impressiona a retina. E sentida: provoca uma emoção. E é construtiva, pois, tendo um significado próprio, tem valor de símbolo e capacidade, portanto, de construir uma linguagem própria que comunique uma ideia.


A ação de cada cor isolada é a base sobre a qual diversos valores são harmonizadas. Kandinsky (1969) afirma que a cor exerce uma influência direta:

A cor é o toque, o olho, o martelo que faz vibrar a alma, o instrumento de mil cordas.

O artista é, assim, a mão que, com a ajuda do toque exato, obtém da alma a vibração justa.

Fernand Léger, pintor francês ícone do movimento cubista, afirma que cada pessoa tem a sua cor em seu consciente ou inconsciente, e que ela se impõe na escolha dos dispositivos diários, isto é, em tudo aquilo que o homem utiliza no seu dia a dia. Kandinsky chamava a isso

princípio da necessidade interior.

Em outros termos, já que o fator psicológico domina a eurritimia do pulsar do mundo, das vivências ativas e passivas na marcha diária do existencial humano, a cor, produto de nossa sensação visual, tronou-se pelos múltiplos aspectos de sua aplicação uma realidade plástica, uma força surpreendente que torna, muitas vezes, ativas e realizadas as intenções do homem.


Podemos constatar que o uso da cor, nos diferentes campos em que seu emprego tem valor decisivo, não pode ser resolvido arbitrariamente, com base apenas na percepção estética e no gosto pessoal.


Com referência às áreas publicitárias e de promoção de vendas vários fatores se conjugam para determinar a cor exata que será a portadora da expressividade mais conveniente a cada tipo específico de mensagem para um produto a ser consumido ou serviço a ser utilizado. Na realidade, a especificidade daquilo que será anunciado tem íntima conexão com a cor empregada, quer seja para transmitir a sensação de realidade, quer para causar impacto ou realçar um diferencial.


Significado cultural e psicológico das cores



Referência literária: Psicodinâmica das Cores em Comunicacão - 6ª edição - Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos.